terça-feira, 17 de março de 2015
Escute! #21 - Modest Mouse - Strangers To Ourselves
O Modest Mouse foi a banda mais postada aqui do blog, e provavelmente também, a que menos conheço de todas que escrevi a respeito. Através do blog passei a dar mais atenção a ela, devido ao reboliço ao redor da banda e também pelos recentes lançamentos que precediam o disco Strangers To Ourselves, lançado hoje pelo grupo norte-americano. Este já é o sexto álbum lançado pela banda de indie rock, que já teve em sua formação o aclamado guitarrista Johnny Marr (ex -The Smiths).
Como não sou nenhum perito para falar de Modest Mouse fica meio difícil escrever sobre o grupo, então resumirei este em um confuso texto onde registro as impressões que tive do álbum. A faixa título “Strangers To Ourselves” soa como um apelo, algum tipo de redenção. Talvez devido à demora sem nenhum lançamento, afinal foram mais de sete anos até que o disco saísse. As músicas que sucedem possuem um ótimo trabalho nas guitarras e a sincronia dos demais músicos é perfeita, característica que notei ao ouvir outros discos do grupo.
A canção “Pistol (A. Cunaman, Miami, FL. 1996)” faz sátira a um debochado estilo de vida e isto é perceptível tanto pela letra cheia de ambiguidades, quanto pela melodia com elementos clichês de hip hop old school. "I've got my room key in my pocket and you know / I've got a pistol that I need to unload" (Eu tenho a chave do meu quarto no meu bolso e você sabe / Eu tenho uma pistola que precisa ser descarregada).
“Coyotes” definitivamente é a melhor faixa do disco e é minha favorita desde o lançamento do bonitinho clipe animalesco que lançaram no começo do ano. “Pups To Dust” trás uma bela melodia de guitarra e os famigerados harmônicos com alavanca, que tanto soaram nos demais discos da banda. “Sugar Boats” possui um ar circense e encaixou perfeitamente com a pungente voz de Isaac Brock. A divertida “God Is An Indian And You're An Asshole” brinca com coutry rock e ordena que “get on your horse and ride” (monte no seu cavalo e cavalgue).
O disco brilha nas três canções restantes. Cheguei até a ler por aí que “The Best Room” estaria soando como uma mistura de Modest Mouse com Talking Heads. Definitivamente podemos ouvir ecos e influências de outras bandas, mas é evidente que o Modest Mouse possui muita autenticidade e não perderam o folego, mesmo após tanto tempo em hiato. Strangers To Ourselves é um ótimo disco e já está cotado como um dos melhores do ano para mim, e mesmo se não for, já serviu de pontapé inicial para me interessar por esta incrível banda.
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