domingo, 25 de janeiro de 2015

Lista de Espera #3 - Froth - Bleak

Reverberações nas vozes e nas guitarras, linhas de baixos deslizantes e melodiosas e uma bateria surrada, repleta de viradas, pratos de ataque e condução. Nada muito fora do padrão das bandas de garagem atuais. Aliás, este estilo está em grande ascensão desde meados de 2011. A banda Froth faz parte dessa leva e lançará em breve o novo disco Bleak.

O segundo disco da banda californiana, como esperado pelo local de origem, trata-se de um surf rock com pitadas de garage e rock psicodélico. A banda divulgará o novo álbum pela Europa, onde já possuem datas marcadas em fevereiro e até o fim do mês de março.

O quinteto é composto por JooJoo Ashworth (guitarra e voz), Jeff Fribourgh (omnichord e guitarra), Cole Devine (guitarra), Jeremy Katz (baixo) e pelo baterista Cameron Allen. A banda oriunda de El Segundo, Los Angeles, começou como uma brincadeira pelos amigos Ashworth e Fribourgh. A brincadeira é tanta que até o nome da banda faz referência a um termo sexual canadense.

O convite de um dono de gravadora que pretendia prensar e lançar vinis em El Segundo foi o pontapé inicial para que os rapazes decidissem reverter o tempo que gastavam se divertindo tocando, em um trabalho sério. O primeiro disco a ser lançado pela banda foi Patterns, em 2013.

A canção On My Chest, presente no disco Bleak, pode ser ouvida no vídeo Eight & Sand lançado pela Nike SB no dia 18 de dezembro de 2014. Além disso, se tem algum estilo melhor pra preencher a trilha sonora de vídeos de skate do que hip hop e punk rock, este estilo é o rock de garagem... A canção pode ser ouvida a partir de 4:49:



Além de On My Chest, o álbum apresenta a canção Turn It Off, também bastante agitada e perfeita para sessions de surf e skate. Afternoon, primeira faixa do disco, é a canção mais densa. Toda energia do disco pode ser captada logo no começo, com certeza a melhor escolha para o início do trabalho.

O disco segue com interessantes baladas como Nothing Baby e a acústica Sleep Alone. A faixa instrumental Sky é o ponto alto do disco. A dupla de guitarristas explora microfonias e camadas de repetições com pedais de delay, praticamente no talo. A canção é curtinha, porém muito bem explorada pela linha de baixo marcante e pela eufórica bateria.

Bleak não foi escolhida para dar nome ao disco atoa. A atmosfera espacial da música recria ecos do post-rock do fim dos anos 70. O único problema de todo o disco é que as canções são tão curtinhas que o disco logo se encerra. Depois da primeira audição você se sente praticamente forçado a dar replay e ouvir novamente os quase 32 minutos de Bleak. Altamente recomendado para skatistas e surfistas que buscam um som meio lo-fi/chill out!

Escute e compre o disco Patterns e mais dois singles da banda Froth na página do BandCamp:
http://froth.bandcamp.com/

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