A seção “Melhor de Três” trará um apanhado de discos lançados em cada mês do ano. Para o mês de abril, os destaques ficam para os discos Trickfinger, o novo trabalho do ex-Chili Pepper John Frusicante; Sound & Color, segundo álbum do Alabama Shakes e Carrie & Lowell, sétimo LP de Sufjan Stevens, que foi lançado no último dia do mês de março e apareceu por aqui, simplesmente por ser bom demais para ser ouvido em apenas um dia do mês!
Sufjan Stevens – Carrie & Lowell ✫✫✫✫ (31 de março, Asthmatic Kitty)
Candidato a um dos melhores discos de indie folk de 2015, o sétimo trabalho de Sufjan Stevens é um belo compilado de suaves e acolhedoras canções. A gravação duplicada do frenético dedilhado de violão e a suave voz do músico americano resgata a essência dos primeiros trabalhos de Elliott Smith. Não que isto implique na perda de identidade do trabalho! Carrie & Lowell é um álbum único, com direito a uma bela temática e composições líricas repletas de alusões bíblicas. As canções se complementam, mas deixo de sugestão as faixas “Death with Dignity” e “The Only Thing”.
Trickfinger – Trickfinger ✫✫✫ (7 de abril, AcidTest)
John Frusciante, responsável pela composição dos maiores dos hits da banda Red Hot Chili Peppers, abandonou a guitarra elétrica e decidiu explorar uma nova área musical. Para adentrar no acid house, o músico necessitou até de aderir a um diferente codinome. Trickfinger, apelido que o músico nova-iorquino recebeu de seus amigos do grupo de hip hop Black Knights, foi o alter ego escolhido para produzir um disco repleto de dançantes loops reproduzidos por sintetizadores old school. O estranhamento dos fãs é quebrado ao assimilarem a essência do músico no estilo, percebida em faixas como “After Below” e “430”.
Alabama Shakes – Sound & Color ✫✫✫✫½ (21 de abril, ATO Records)
O quarteto americano de southern rock experimenta novas sonoridades em seu segundo álbum Sound & Color. As guitarras sulistas ganham novas cores através de pedais de fuzz e as melodias são guiadas por primorosos sintetizadores que remetem a fase de ouro da banda Fleetwood Mac. O amadurecimento não colabora para o surgimento de hits como “Hold On”, mas carrega ótimas faixas como a contundente “Gemini” e “Gimme All Your Love”, que possui uma levada desesperadamente sexual.



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